segunda-feira, 27 de maio de 2013

A "mortalidade (ou debilidade) infantil" nas instalações elétricas

Os conceitos de confiabilidade em equipamentos elétricos são estudados há tempos e estão claros para a maioria dos profissionais de instalações. De uma forma geral, algumas normas internacionais disponíveis atribuem aos principais equipamentos elétricos indicadores associados à taxa de falha, tempo médio entre falhas e outros que devem nortear aos usuários das instalações as programações de manutenção preventiva de forma a evitar a parada destes equipamentos, mantendo as instalações operando e, sobretudo, vivas de forma planejada.

A curva de probabilidade de falha, conhecida como "curva da banheira". A análise da curva é de interpretação imediata e aponta para a alta probabilidade de má operação dos equipamentos no início e, como naturalmente esperada, no final da vida do equipamento. A primeira parte da curva (defeito no início da vida) é conhecida como "mortalidade infantil", em outras palavras, a probabilidade de defeito em equipamentos elétricos no início da vida é alta.

Consequência nas instalações

Tendo em vista que as instalações elétricas podem ser interpretadas como um conjunto de equipamentos elétricos, sua operação confiável deve prever e considerar que sua operação confiável deve considerar que os componentes que a compõem também operem desta forma, e pior, simultaneamente. Além disso, as interligações destes componentes são fortes e potenciais pontos de problemas.


O que se observa

Normalmente, os projetos de instalações elétricas industriais e comerciais são desenvolvidos considerando as etapas de definição de fontes e cargas, interligações, dimensionamento, especificações e memoriais. Com base na documentação gerada (projeto elétrico), as instalações são então construídas e implantadas por outra equipe (instaladores) normalmente, simultaneamente às atividades de construção civil (lembrar que cimento e poeira de construção não combinam com componentes elétricos que devem operar com isolação pelo ar). Ao final das atividades de montagem, alguns testes funcionais são executados e ponto! Tudo estaria pronto para operar. Mas nem sempre isso ocorre. O que se nota é que a parte 7 da ABNT NBR 5410, "verificação final", é praticamente deixada de lado e, como consequência, surgem as surpresas, tão logo a instalação começa a operar e apresentar os sintomas da mortalidade, ou mais propriamente, "debilidade infantil". Ainda os vícios podem ficar escondidos por períodos não tão curtos, até que ocorra alguma falta mais importante quando, por exemplo, um disjuntor de média tensão opera no lugar do disjuntor de proteção de um circuito terminal. De forma a evitar ou reduzir a incidência destas desagradáveis surpresas, alguns cuidados devem ser tomados nas etapas que cobrem o ciclo de vida, desde a concepção até fase de marcha e operação de instalação. Outra questão importante e que apresenta o mesmo comportamento e grau de complexidade das instalações novas refere-se às reformas das instalações para aumento da capacidade ou  mesmo intervenção para automação ou correção de algum ponto. Em todos os casos, cuidados extras devem, da mesma forma, serem tomados:

  • É necessária a existência de diagrama unifilar completo contendo informações de ajustes dos disjuntores e correntes de curto-circuito dos barramentos (normalmente complementado por estudo de coordenação de proteção e seletividade após definido os modelos e fabricantes dos disjuntores), clara informação sobre as cargas com potências instaladas, demandas consideradas e especificação das linhas elétricas. Identificação das fontes e cargas com tensões, potencia nominais, ligações à terra, informações completas sobre capacitores e filtros, medidores e outros;
  • Memoriais claros, contendo as especificações dos equipamentos a serem adquiridos e, sobretudo, as normas de fabricação e ensaios de rotina e de tipo (se aplicáveis).Acompanhamento de ensaios em laboratório do fabricante ou outro.
  • Memorial de montagem com informações sobre interligações dos equipamentos e componentes e forma de execução, etapas de obras e cuidados com as linhas elétricas. Cuidados de pré-energização, como limpezas e testes locais de resistência de isolação e tensão aplicada. Há casos em que o torqueamento dos parafusos dos painéis principais é conferido e especificado;
  • Confecção dos documentos "conforme construído" ou "as builtr" decorrente de eventuais ajustes que possam ter ocorridos durante a execução e montagem da instalação;
  • Comissionamento da instalação considerando testes operacionais. Nesta etapa, a instalação deverá ser verificada e testada, tendo em vista as premissas de projeto e concepção inicial incluindo todas as possibilidades de interligação e operação entre as fontes e cargas em caso de sistemas com contingência. As proteções devem ser ajustadas em função de estudo de coordenação de proteção e sua operação simulada, circuitos conferidos, sistemas de aterramento checados e interligações conferidas. Outros pontos a serem verificados são as ligações e especificações de DPS, capacitores, filtros e outros. 
  • Medições elétricas complementam o comissionamento, em que se verificam as tensões de operação e regime que poderão servir para conferência e ajuste dos Tapes. Após ligação da carga, outros pontos podem ser checados como as distorções de corrente e tensões. A técnica de termografia pode ajudar na detecção de más conexões quando as instalações estiverem operando com carga nominal.
Como recomendação final, o cronograma de implantação deve considerar a etapa de testes e de verificações finais. Durante as etapas de construção de componentes, as checagens parciais são bastante recomendadas. A organização de "quem faz o quê" fica por conta da gestão do empreendimento, contudo, o comissionamento é cada vez mais efetuado por uma terceira parte, isenta da equipe de projeto ou de instalação.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Descarte de materiais elétricos



A maior parte dos resíduos sólidos tóxicos produzidos no país é constituída por lâmpadas, latas de inseticidas e de tintas, pilhas e baterias. Norma instrutiva do Ibama recém-publicada traz regras para coleta, acondicionamento, frequência de recolhimento e destinação desses equipamentos.

Diariamente, são recolhidasno Brasil aproximadamente 180 mil toneladas de resíduos sólidos, dos quais mais da metade desses resíduos é depositada em lixões a céu aberto, sem antes receber qualquer tipo de tratamento. Os dados são da última pesquisa nacional de saneamento básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revela ainda que, atualmente, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva.

Do total produzido no país, cerca de 1% corresponde a resíduos sólidos tóxicos. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a maior parte desses resíduos é de restos de lâmpadas fluorescentes, latas de inseticidas e tintas, termômetros, pilhas e baterias.
Trata-se de um prejuízo econômico que passa dos R$ 8 bilhões por ano, afirmam especialistas. Taxado como lixo, esse material poderia ser reutilizado como matéria-prima, como insumo para produção de novos produtos, geração de energia e até mesmo fonte de renda para quem o recolhe.
Este cenário já evidencia a importância da destinação adequada do lixo e dos centros de reciclagem. A separação, por exemplo, permite a reutilização,a reciclagem, a agregação de maior valor ao material a ser reciclado e a geração de renda e melhores condições de trabalho para coletores de lixo. Além disso, a compostagem diminui a demanda de utilização dos recursos naturais, aumenta a vida útil dos aterros sanitários e gera menor impacto ambiental na dispensa final dos materiais.
A maior preocupação é quanto as ameaças à saúde e ao meio ambiente, provocados por diversas substâncias químicas presentes nas pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, principalmente o mercúrio, o cádmio, o chumbo, o zinco-manganês e o alcalino-manganês.
Estudos científicos mostram que algumas dessas substâncias podem levar à anemia, a problemas neurológicos e ao desenvolvimento de câncer. No meio ambiente, o descarte das pilhas e baterias pode contaminar os lençóis freáticos, o solo e a alimentação.
Nesse sentido, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010, traz determinações importantes para o recolhimento e correto descarte dos resíduos, incluindo os elementos com nível tóxico, como pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes e embalagens de agrotóxicos. As empresas receberam o prazo de dois anos para disponibilizarem pontos de recolhimento e tomarem as medidas cabíveis para providenciar a destinação adequada para esses equipamentos.

Legislação
Desde o ano 2000, o Brasil exige que os fabricantes produzam pilhas e baterias com quantidades mínimas ou nulas de metais poluidores como os citados anteriormente. A obrigatoriedade é parte da resolução n° 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 1999. A resolução surgiu da necessidade de coibir os pronunciamentos de diversas empresas que insistiam em afirmar que o descarte de pilhas e baterias no meio ambiente era algo naturalmente aceitável e não nocivo à saúde humana e do meio ambiente.
Em 2004, a norma ABNT NBR 10.004 determinou que pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes são classificadas como resíduos perigosos e, por isso, devem ter coleta e destinação distintas. A NBR proíbe estas matérias de serem descartados no lixo comum, devido à alta toxicidade.
Previsto em lei, estabelecimentos comerciais que realizam a revenda destes produtos são obrigados a recebê-los e enviá-los para tratamento adequado. Estes materiais são separados entre os produtos tóxicos e os que podem ser utilizados na confecção de novos produtos, evitando o desperdício de matéria-prima e recursos naturais.
A Logística Reversa, que exige a obrigatoriedade de recolhimento de embalagens ou dos próprios produtos fabricados depois de usados pelo consumidor, está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidas (PNRS), que foi sancionada em 2010. O Decreto n°7.404/10 e a Resolução n°401/08 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) também fazem referência ao projeto. Pilhas e baterias estão entre os produtos citados no artigo 33 da PNRS. Também estão explícitos pela legislação os pneus, as lâmpadas fluorescentes e as embalagens de agrotóxicos.
O projeto ainda prevê a extinção dos lixões a céu aberto em todo o território nacional, até 2014. Entretanto, será necessário manter os aterros sanitários, para onde são destinados 10% dos resíduos sólidos não reaproveitáveis. A nova legislação criou propostas de compromisso e de responsabilidade também ao setor privado para que este estruture um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
As empresas receberam prazo de dois anos para disponibilizarem pontos de recolhimento. Outro ponto importante é o destino dos resíduos recebidos, que deverão ser encaminhados de maneira ambientalmente correta para os fabricantes e importadores. No texto há ainda outras exigências, como a proibição da fabricação e importação de pilhas e baterias com percentuais de substâncias tóxicas superiores aos estabelecidos em todo território nacional. Os fabricantes terão de realizar estudos para substituir mercúrio, cádmio e chumbo contidos nos produtos ou reduzir seu teor até os valores mais baixos viáveis tecnologicamente.
Dois anos? Vence quando? Quais são os percentuais mínimos? Algum exemplo? Falar mais sobre as exigências. De onde é essa norma instrutiva? É obrigatória? Pra quem deve ir esse relatório anual?
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também está acompanhando de perto o descarte de resíduos eletrônicos e materiais elétricos.O controle sobre a fabricação, o uso e o descarte de pilhas e baterias está regimentado por meio da Norma Instrutiva número 8, publicada dia 4 de setembro de 2012, no Diário Oficial da União. Pela norma, há uma série de regras para o descarte do material, transporte, reciclagem e acondicionamento, assim como a determinação para que os fabricantes e importadores elaborem um relatório anual, informando em detalhes os procedimentos adotados.
No texto, existe o alerta para a necessidade da utilização de símbolos de identificação, como um “X”, por exemplo, na tampa dos recipientes de lixo, indicando que não se deve descartar o material naquele local. De acordo com a norma, a coleta de pilhas e de baterias descartadas deverá seguir uma série de regras, como o acondicionamento, a frequência de recolhimento do material, a destinação e as empresas envolvidas.
As embalagens também precisam sofrer alterações. Os fabricantes deverão informar sobre a adaptação às novas regras contidas na norma para o descarte e reciclagem. Deverão orientar o consumidor quanto à destinação correta, descartando o material em coletas seletivas próprias, que podem ser encontradas em postos de vendas e em fábricas, mas nunca em lixos comuns.
O transporte deverá ser feito por empresas especializadas, e os responsáveis pela coleta dos resíduos deverão informar ao órgão regulador todos os envolvidos no processo, assim como os locais de origem e destino. Todas as empresas envolvidas na etapa da reciclagem também são submetidas à norma fixada pelo Ibama.

Compostos químicos
A maioria das pilhas e baterias é descartadano lixo comum sem nenhum tratamento técnico específico. Em nosso país, a reciclagem de pilhas e baterias é baixa, influenciada principalmente pelo costume que as pessoas possuem de descartar todo tipo de material no mesmo lixo, inclusive pilhas e baterias usadas,em vez de levá-las aos postos de coleta das operadoras. Segundo um relatório da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em2008, somente 1% das pilhas descartadas foi reciclado.
Entre todos este é o maior problema, de acordo com a opinião do engenheiro e professor de Circuito de Sistemas Digitais, do curso de Engenharia da Computação do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada), Nelson Massaia.Ele destaca que as pessoas de modo geral e os profissionais do segmento não sabem a destinação e o manuseio correto de pilhas e baterias.“Muito já foi dito e veiculado sobre os riscos de manuseio inadequado de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes”. Porém, ainda existem pessoas sem informação, que ainda descartam seus componentes elétricos (pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes) no lixo comum. “É a oportunidade das cooperativas de coletores, muitas das quais fazem a separação e a destinação destes componentes”, afirma o professor.
Para Massaia, algumas pessoas preferem agir como se não fosse importante ou grave dispensar os resíduos eletrônicos e elétricos junto ao lixo comum, mesmo tendo acesso à informação:“há quem minimizeos riscos que existem, que são reais tanto para a saúde como para as condições ambientais do planeta” disse.
Outro grupo, mais numeroso, tem consciência dos riscos, mas não manipula corretamente estes componentes. “Mas como fazer a destinação correta? Faltam os meios para fazer o descarte correto: qual o local certo? A que empresa deve ser encaminhado o material? É preciso embalar? Quem pode fazer a separação ou seleção destes componentes?”, questiona Massaia. “A população precisa ser instruída”, afirma.
“Já temos no País 1.800 pontos de recolhimento de pilhas e baterias. Falta ainda que os consumidores se habituem a entregá-las”, comentou Zilda Veloso, gerente de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente. Ela ainda ressaltou a presença de metais pesados prejudiciais ao meio ambiente. “Principalmente as pilhas comuns e especialmente aquelas compradas no comércio irregular”, alertou.
De acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é possível descartas pilhas e baterias em aterros sanitários, desde que estes sejam empreendimentos sustentáveis. A dificuldade é que no Brasil, apenas 10% dos aterros são sustentáveis, segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista.
As pilhas e baterias são compostos principalmente por mercúrio, chumbo, cobre, zinco,cádmio, manganês,níquel e lítio. São muitos elementos químicos maléficos à saúde do ser humano e nocivos ao meio ambiente.
A pilha nada mais é que uma miniusina portátil que transforma energia química em energia elétrica. Seu funcionamento é como uma bomba de elétrons, removendo-os de um polo positivo (catodo) e empurrando-os para um polo negativo (anodo). A reação química que consome/libera elétrons no interior da célula, é denominada reação de oxidação-redução. Enquanto está ocorrendo a reação, há um fluxo constante de íons, com obtenção de uma corrente elétrica. Já a bateria é um conjunto de pilhas interligadas convenientemente, composta por catodos e anodos múltiplos.
Há vários tipos de pilhas que se diferenciam não só no tamanho, como também nas utilidades e matéria-prima. As principais, no entanto, são as pilhas alcalinas (feitas de alcalina e manganês), e as comuns (fabricadas com zinco e manganês).Veja os outros tipos de pilhas e baterias e os efeitos que seus elementos podem causar às pessoas:
• De níquel-metal-hidreto: utilizadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks. A elevada exposição humana a esses elementos pode causar irritação gastro intestinal, náuseas, vômitos, diminuição de apite, vertigens, dor de cabeça, palpitação, dermatite e asma.
• De zinco: podem ser usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks. Em contato com o corpo humano, há sintomas como sensações depaladar adocicado e secura na garganta, tosse, fraqueza, dor generalizada, arrepios, febre, náusea e vômitos.
• De lítio: também utilizadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks. Se tiver sua embalagem danificada, os elementos que compõem esta bateria, como o lítio metálico e o dióxido de manganês, podem provocar alteração do sistema nervoso central, visão turva, ruídos nos ouvidos, vertigem, debilidades e tremores.
• De íon-lítio: aplicadas principalmente em celulares, telefones sem fio, filmadoras, ipods e notebooks. Compostas por íon-lítio, em vez de lítio metálico e óxido de cobalto litiado, essas baterias podem ocasionar os mesmos problemas que a bateria de lítio, porém, o maior problema é a possibilidade de, caso uma bateria de íon-lítio falhar, ela poder se incendiar.
• De chumbo: baterias utilizadas em automóveis, além de indústrias e também empregadas em filmadoras. É altamente tóxico. Pessoas expostas a este produto podem ter o cérebro e o sistema nervoso prejudicados, o sistema circulatório dos rins pode ser afetado, o sistema digestivo e reprodutor também, elevação da pressão arterial e até mesmo uma mutação genética.
• De níquel-cádmio: usadas em telefones sem fio, celulares, barbeadores, etc. O cádmio é um agente cancerígeno, que provoca mutações genéticas nas células alterando sua função e pode causar danos ao sistema reprodutivo.
• De óxido de mercúrio: usadas em instrumentos de navegação e aparelhos de instrumentação e controle. Este elemento químico pode provocar efeitos danosos na pele e mucosas, náuseas violentas, vômito, dor abdominal, diarreia com sangue, danos aos rins e até morte. Em outros casos, a intoxicação pode ser crônica com sintomas como tremores, vertigens, irritabilidade e depressão, associados à salivação, estomatite e diarreia, falta de coordenação motora, perda de visão e audição e deterioração de células nervosas.

Cientificamente comprovado, os três últimos tipos são os mais danosos ao meio ambiente e à saúde dos seres humanos, devido aos seus componentes químicos. A necessidade de
devolvê-las aos fabricantes para um destino adequado é essencial. Já os outros tipos têm um impacto menor na saúde e no meio ambiente, porém, em grandes quantidades são tão nocivos quanto qualquer outro material tóxico.
No organismo, esses elementos tóxicos podem bloquear grupos funcionais essenciais para a atuação de biomoléculas, deslocar outros metais presentes no organismo e modificar conformações de sítios ativos e a estrutura quaternária de proteínas.
A resolução CONAMA n°401/08 estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado.

Reciclagem
O índice de reciclagem de baterias e pilhas no Brasil ainda é irrelevante, mas está progredindo. De acordo com dados do relatório anual da Abinee, o Brasil produz e comercializa aproximadamente 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias por ano.
Além disso, no último dia 19 de dezembro, a Agência Nacional de Telefonia (Anatel), divulgou balanço apontando que o mês de novembro/2012 foi encerrado com 260 milhões de linhas celulares ativas. Isso sem contar eventuais manutenções, tablets, aparelhos MP3 e outros eletrônicos que utilizam milhões de baterias que podem ser descartadas a qualquer momento.
Em agosto de 2011, o Ministério do Meio Ambiente divulgou, em conjunto com a Abinee, um relatório apontando que em 2010 o País recolheu 8 milhões de baterias, porém reciclou apenas 0,1% desse total. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lembrou ainda que uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que 17% da população brasileira ainda guarda lixo eletroeletrônico em casa.
Ciente da situação alarmante, a Abinee iniciou um plano de Logística Reversa, que completou um ano em novembro de 2011. Neste período, 120 toneladas de pilhas e baterias foram recolhidas nos 1.054 postos de coleta espalhados em todo o Brasil.
A iniciativa atende ao estabelecido na Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina que todas as pilhas e baterias de uso doméstico devem ser devolvidas aos comerciantes, e que estes, por sua vez, encaminhem o material, por meio de transportadora específica e certificada, a uma empresa que faz a reciclagem desse material.
De acordo com a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o objetivo da Logística Reversa é implementar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Fica definido que é obrigatória a estruturação e a implementação de sistemas para as cadeias produtivas de pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas de descarga (a vapor de sódio e mercúrio e de luz mista), agrotóxicos (resíduos e embalagem), pneus, produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Na iniciativa privada, destaca-se o projeto Papa-Pilhas do banco Santander, que recolhe pilhas e baterias desde 2006. De acordo com um relatório emitido pela instituição, até 2010 foram recolhidas 470 toneladas em 2.833 pontos de coleta. São Paulo foi o estado que mais coletou: foram 101,8 toneladas, 59% do total. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 21,6 toneladas representando 13% do total, os outros Estados, juntos somaram 48,3 toneladas (28% do total).
O material depositado no recipiente Papa-pilhas é conferido, recolhido e transportado para uma empresa que separa os elementos. As pilhas e baterias são desencapadas e os metais são queimados em fornos industriais, evitando a emissão de gases poluentes.
A reciclagem desses materiais resulta na produção de óxidos e sais metálicos que podem ser reutilizados como matéria-prima para a criação de outros produtos. Passando por diversos processos – como aspectos técnicos e operacionais, administrativos, gerenciais, econômicos, de desempenho na produtividade e qualidade na prevenção, segregação, redução, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento, recuperação e destinação ambiental adequada – um projeto responsável de gerenciamento dos resíduos sólidos deve incorporar:
- Prevenção e redução da geração;
- Reutilização e reciclagem;
- Tratamento e destino adequado dos diferentes materiais reutilizáveis/recicláveis;
- Tratamento adequado dos resíduos orgânicos;
- Destino final ambientalmente adequado dos rejeitos;
- Recuperação de áreas degradadas pela disposição inadequada.
De acordo com empresas que reciclam pilhas e baterias, o processo se resume basicamente a:

• Descarregamento, seleção e separação – Antes de iniciar a reciclagem é preciso selecionar os produtos com alguma semelhança de matéria-prima.
• Corte de pilhas - A primeira separação feita é da carcaça (normalmente de plástico) e do restante. O material que não pode ou não é aproveitado para as empresas que fazem reciclagem de plástico, por exemplo.
• Moagem – Na moagem, é feita a separação de alguns metais como o aço, que também segue para outras empresas que reciclam o material. Neste processo, surge o pó químico.
• Reator químico – Essa é a fase em que o pó químico passa por reações químicas como precipitações, que podem formar diferentes compostos químicos. A escolha do produto vai depender da necessidade do mercado.
• Filtragem e prensagem – Uma nova separação é feita, dessa vez entre líquidos e sólidos, utilizando-se de filtros e prensa.
• Calcinador – Em uma espécie de forno, os elementos sólidos são aquecidos.
• Nova Moagem – Com os produtos condensados, é feita uma nova moagem.
• Produto final – Resultado processo são sais e óxidos metálicos usados por indústrias de tintas, cerâmicas e outros tipos de produtos químicos.
• Tratamento de efluentes – Todo o processo recebe tratamento de efluentes e de gases para deixar o processo o mais limpo possível.

Lâmpadas fluorescentes
De acordo com a última pesquisa de avaliação do mercado de eficiência energética realizada pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), da Eletrobras, o Brasil é o 10º maior consumidor mundial de lâmpadas florescentes. Segundo o levantamento, o item é encontrado em 27% dos lares brasileiros e promove, além da melhoria da iluminação, redução de cerca de 80% do consumo de energia – quando comparado à lâmpada incandescente.
O grande volume deste produto causa preocupação com a sua destinação, ao final de sua vida útil, ou interrupção de utilização, seja por defeito, mau funcionamento ou quebra. O descarte inadequado das lâmpadas fluorescentes é altamente nocivo para o meio ambiente e para a saúde do ser humano. Uma lâmpada deste tipo é basicamente composta por vidro, pó de fósforo e metais pesados como cádmio, mercúrio e chumbo. O mercúrio é classificado como resíduo perigoso e altamente contaminante, o que exige adequado descarte. Apenas uma lâmpada fluorescente contém, em média, 10 mg de mercúrio e pode contaminar 20 mil litros de água, atingindo solos e provocando diversos males à saúde.
A Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM) realizou uma pesquisa e concluiu que, embora uma lâmpada quebrada libere pequena quantidade de mercúrio, o problema ambiental pode ser gerado pelo efeito acumulativo e persistente de componentes químicos provenientes de muitas lâmpadas.
Quando tem seu recipiente rompido, a lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos por organismos vivos. Além disso, o descarte em aterros faz com que estes resíduos contaminem o solo e mais tarde os cursos d’água.
Em caso de quebra, a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (ABilumi) orienta que não sejam utilizados equipamentos de aspiração durante a limpeza. É salutar que se abram todas as portas e janelas do ambiente para aumentar a ventilação. O consumidor deve se ausentar por cerca de 15 minutos do aposento e somente após este tempo coletar os cacos de vidro que devem ser postos em um saco plástico.
A organização recomenda ainda que sejam utilizados aventais e luvas. A utilização de papéis e panos umedecidos pode facilitar a remoção de cacos menores. Junte o pano ou papel utilizado ao material recolhido no plástico e feche-o bem para evitar a liberação do mercúrio no ar. Após a finalização do procedimento é recomendado lavar bem as mãos em água corrente e com sabão.
Em números reais, o Brasil consome aproximadamente 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano e apenas 6% passam por algum processo de reciclagem, segundo dados da ABCM. Desde 2006 vigora em Porto Alegre uma resolução do Conselho Municipal de Meio Ambiente que determina que, empresas que produzem ou comercializam lâmpadas, pilhas e baterias, ofereçam postos de coleta e destino adequado aos materiais. Caso não cumpram a regra, os estabelecimentos serão multados.
No Rio de Janeiro, a lei nº 5131, publicada no Diário Oficial em 14 de novembro de 2007, estabelece que fabricantes, distribuidores, importadores, revendedores e comerciantes de lâmpadas fluorescentes situados no Estado do Rio de Janeiro, são obrigados a colocar à disposição dos consumidores, recipientes para a sua coleta.
Um parágrafo único descreve que os postos de coleta deverão ser instalados em locais visíveis e de modo explícito, contendo instruções para alertar e despertar a conscientização do usuário sobre a importância e a necessidade da correta destinação dos produtos, assim como os riscos que representam à saúde e ao meio ambiente quando não tratados adequadamente.

Reciclando as lâmpadas
Para que um processo de reciclagem seja considerado eficiente, deve abranger desde um serviço de informação que oriente os geradores de resíduos, desde como transportar as lâmpadas para que não quebrem, até a garantia de que todo o mercúrio seja removido dos componentes de recicláveis e que os vapores deste elemento químico sejam contidos durante o processo de reciclagem.
O ambiente de manuseio deve contar com analisadores portáteis para monitorar a concentração de vapor de mercúrio de acordo com a medição da Occupational Safety and Health Administration (OSHA), de 0,05 mg/m³), assegurando assim a operação dentro dos limites de exposição ocupacional.
O processo de reciclagem mais usado e em operação em várias partes do mundo pode ser resumido em duas fases:
• Fase de esmagamento:

As lâmpadas descartadas são introduzidas em processadores especiais para esmagamento e os materiais constituintes são separados por peneiramento, separação eletrostática e ciclonagem em cinco classes distintas:
1- Terminais de alumínio – pinos de latão;
2- Componentes ferro-metálicos;
3-Vidro
4- Poeira fosforosa rica em mercúrio;
5- Isolamento baquelítico.

Nesta fase, as lâmpadas são desfeitas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Assim, é possível separar a poeira de fósforo contendo mercúrio dos outros elementos constituintes. As partículas esmagadas restantes são conduzidas a um ciclone por um sistema de exaustão, em que as partículas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumínio e pinos de latão, são ejetadas do ciclone, separadas por diferença gravimétrica e por processos eletrostáticos.
A poeira fosforosa e demais particulados são filtrados no interior do ciclone. Em outro mecanismo, de pulso reverso, a poeira é retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilação para recuperação do mercúrio.
A partir dessa etapa, o vidro, em pedaços de 15 mm, pode ser limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentração média de mercúrio não pode atingir o máximo de 1,3 mg/kg. Depois de reciclado, o vidro pode ser usado, por exemplo, para a fabricação de produtos para aplicação não alimentar.
Depois de limpos, o alumínio e os pinos de latão podem ser enviados para reciclagem em uma fundição. A concentração de mercúrio nesses itens não deve exceder o limite de 20 mg/kg. Já a poeira de fósforo é normalmente enviada a uma unidade de destilação, onde o mercúrio é extraído, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa pode ser reciclada e reutilizada na indústria de tintas, por exemplo.
O único componente da lâmpada que não é reciclado é o isolamento baquelítico existente nas extremidades da lâmpada.
Um dos maiores avanços tecnológicos para a reciclagem de lâmpadas é apresentado pela empresa Mercury Recovery Technology (MRT), estabelecida em Karlskrona, na Suécia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um “container” de 6,10 m de comprimento. Todo o sistema é operado a vácuo (sob pressão negativa) para evitar a fuga de mercúrio para o ambiente externo (emissões fugitivas).
• Destilação de mercúrio
Esta fase do processo de reciclagem promove a recuperação do mercúrio contido na poeira de fósforo. O material é aquecido até a vaporização do mercúrio (temperaturas acima do ponto de ebulição do mercúrio, 357 °C). O material vaporizado no processo é condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercúrio obtido ainda passa por nova destilação para remover totalmente as impurezas.
Neste tipo de processo tecnológico, é empregada uma câmara de vácuo para a fase de destilação. Buscando a pureza de mercúrio da ordem de 99,99%, as partículas orgânicas carregadas pelos gases durante a vaporização do mercúrio são conduzidas a uma câmara de combustão onde são oxidadas.
O custo para a reciclagem e descontaminação do gerador de resíduos depende do volume, distância e serviços específicos escolhidos pelo cliente. Uma tradicional empresa do ramo no Brasil, cobra pelos serviços de descontaminação valores de R$ 0,60 a R$ 0,70 por lâmpada. Não estão inclusos neste preço os custos de frete (transporte), embalagem e seguro contra acidentes.





quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Como escolher lâmpadas econômicas ?


Quer aproveitar o uso das novas tecnologias, mas é um dos milhões de consumidores que se sentem confusos diante das opções em iluminação que estão disponíveis nas prateleiras?
Isto é possível graças à nova geração de focos que por meio de menos eletricidade oferecem o mesmo nível de luminosidade quando comparados com lâmpadas tradicionais. Para navegar nesta nova era da iluminação, é preciso desenvolver novas práticas de consumo e critérios de compra benéficas para o planeta e para a economia familiar.
Entendendo as novas tecnologias
Do total de energia consumida pelas tradicionais lâmpadas incandescentes, 90% é convertida em calor e apenas 10% é usada para gerar luz. Além disso, a durabilidade desse tipo de lâmpada é de mil horas, equivalente a um ano de uso. Essas razões as tornam sinônimo de ineficiência. A mudança para uma tecnologia mais eficiente pode representar economia de 50% a 75% no consumo de energia destinada à iluminação de uma residência comum. Isso porque o consumo é menor e a durabilidade maior.
Se compararmos uma lâmpada incandescente comum com a lâmpada LED Smart® da GE Energy, por exemplo, a segunda terá uma duração até 33 vezes maior. Para o uso geral em residências, tarefas de iluminação e espaços de trabalho, podemos considerar três tecnologias: fluorescente, LED (diodos emissores de luz) e halogênio (economia incandescente).
1. Fluorescente (Lâmpadas Fluorescentes Compactas – Lineal Fluorescent Lamps – LFL): Em comparação com as lâmpadas comuns, esse tipo de material oferece uma economia entre 75% e 80% e dura até dez vezes mais (entre 8 e 10 anos, com base no uso médio de três horas por dia em uma rede de energia estável).
2. LED (Light Emitting Diode): Esse sistema inovador oferece economia de energia de até 80% se comparada às lâmpadas incandescentes. A vida útil pode chegar a 25 mil horas, ou 22 anos, com utilização diária de três horas. As LEDs não queimam de repente como as tradicionais. No final da vida útil, elas perdem 15% da capacidade de iluminação, mas não se apagarão.
3. Halógeno: Também conhecidas como “halógenas incandescentes”, essas lâmpadas usam 25% menos eletricidade e duram até três vezes mais que uma tradicional. As incandescentes e as halógenas podem dimerizar, mas as LEDs e as fluorescentes compactas dependem de cada produto. O consumidor deve olhar na embalagem se esse recurso é oferecido.
Seu dicionário para as compras
Há alguns anos, a compra de lâmpadas era definida apenas pela quantidade de watts consumidos (40, 60 e 100 watts). Hoje em dia, a iluminação pode mudar completamente a atmosfera de um ambiente, destacando obras de arte, oferecendo mais conforto na realização de trabalhos e estimulando a produtividade. Como alguns fatores influenciam o desempenho dos focos, antes de comprar é importante entender os seguintes termos:
1. Lúmens: São os novos watts. Enquanto o parâmetro watts permitia conhecer a quantidade de eletricidade consumida, os lúmens indicam a quantidade de luz gerada. Quanto mais lúmens, maior a iluminação. Os lúmens são parte da informação contida na embalagem do produto. Por exemplo, para substituir uma lâmpada de 100 watts, procure uma que produza cerca de 1600 lúmens, Incandescente de 75 watts: procure uma lâmpada de 1100 lúmens, Incandescente de 60 watts: utilize uma lâmpada de 800 lúmens.
2. Índice de Reprodução de Cor: Esse é o parâmetro chave que determina a fidelidade que a cor é reproduzida, tendo como referência a luz solar. O índice varia de zero a 100 e, quanto maior for, melhor será a definição da cor. Um índice igual ou superior a 82 (dentro da escala de 0 a 100) é considerado excelente. O nível está associado com a qualidade dos materiais que se utilizam para a produção da luz. Essa informação também pode ser encontrada nas embalagens das lâmpadas.
3. Temperatura da cor: medida em graus Kelvin, a temperatura da cor pode modificar completamente a atmosfera de um espaço. Quanto maior for o valor da temperatura, mais fria e branca será a luz. Por outro lado, quanto menor o valor, mais quente e amarela será a luz. Os produtos variam de 2700 a 6500K. Soluções de iluminação são sugeridas com cores mais brancas (alta temperatura) para lugares como cozinha e banheiro. Quanto mais amarelada a luz, mais acolhedor será o ambiente.
Aplicando os novos conceitos
A iluminação é um elemento importante da funcionalidade e da decoração de uma casa e pode ser variada de acordo com a personalidade e a necessidade dos seus donos. Antes de planejar a iluminação de qualquer ambiente, observe suas características físicas, as atividades que são realizadas e as sensações que se deseja transmitir.
Na cozinha é essencial que a luz esteja bem distribuída, sem deixar áreas escuras. É importante ser flexível para pode concentrar em áreas específicas para tarefas como cozinhar ou ler jornal. Fluorescentes lineares (LFLs) tipo T8 e T5 com balastros eletrônicos são uma boa opção.
Se o espaço permitir, considere a instalação de lâmpadas de LED PAR 30 de 10 watts de feixe aberto à mesma distancia ao longo de todo o telhado da cozinha. A PAR 30 LED da GE tem potência de 500 lúmens e oferece vida útil de 25 mil horas, com índice de reprodução de cor de 80. Caso os limites sejam altos, sugerimos utilizar a GE LED PAR 38, de 20 watts, com uma economia de energia de até 73% quando comparada às de halogênio de 75 watts. A lâmpada entrega 1500 lúmens e também tem vida útil de 25 mil horas, com 80 de reprodução de cores.
Pense nisso.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Programa Casa Segura lança guia de bolso sobre instalações elétricas

O objetivo é conscientizar a população sobre o uso correto da energia e a importância da manutenção




O Programa Casa Segura lançou o “Guia de bolso: Instalação Elétrica Segura, proteção para sua família”. Dentre os principais objetivos da publicação, destaque para: orientar o consumidor sobre o uso correto da energia elétrica, como é possível promover eficiência energética, os cuidados necessários no contato com as instalações ou possíveis manutenções.  
O Guia explica as funções do dispositivo diferencial residual (DR), benjamins (Tês) e extensões, dispositivo protetor de surtos (DPS), condutores elétricos e diferença de consumo entre rede 110V e 220V. A manutenção das instalações elétricas é lembrada com destaque, visto que muitos componentes precisam ser substituídos quando alcançam um determinado período de uso.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Embalagens Sustentáveis

Começam a chegar ao mercado as novas embalagens dos produtos Osram, que embalarão todos os itens comercializados pela empresa. O diferencial dos novos invólucros é que utilizam como principal matéria-prima a fibra de cana de açúcar, cuja composição possui baixa agressão ao meio ambiente, e papel reciclado. As embalagens fazem parte das medidas da empresa em atuar em favor da menor agressão ao meio ambiente. O fabricante oferece diversos produtos que visam a economia de energia elétrica.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A agenda total está no ar

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) vai reunir milhares de eventos paralelos e oficiais durante a sua realização, de 13 a 22 de junho. Para o público conseguir acompanhar a intensa programação que acontece em vários pontos da cidade do Rio de Janeiro, para os 11 dias da Conferência, o Comitê Nacional de Organização
da Rio+20 (CNO) criou a Agenda Total, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A ferramenta já está disponível para visualização do público, que pode informar-se sobre data, local, horário e tema de mais de 2 mil eventos cadastrados. A ideia é que a Agenda seja alimentada diariamente pelos editores de cada evento, que poderão atualizar as informações em tempo real e fornecer mais dados para o público.
A programação de eventos da Agenda Total está dividida em quatro sub-agendas:
•    Eventos oficiais
•    Cúpula dos Povos
•    Eventos paralelos
•    Eventos culturais

Parte do conteúdo será restrito à imprensa e a alguns membros da sociedade civil. Por meio de login e senha, será possível atualizar informações, fazer upload de imagens em alta resolução, vídeos e documentos, além de assistir a transmissão à distância de palestras, debates e workshops.
Veículos de imprensa e outros interessados em acessar a área de intranet devem enviar um email para janaina@agendatotal.org.

A Agenda Total também pode ser encontrada nos totens da Rio+20, espalhados por diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro.
Acesse o site da Agenda Total .(http://www.agendatotal.org/)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Programa Planeta Verde Liteman busca solução para o descarte incorreto de lâmpadas com mercúrio

Apenas 3% das lâmpadas de vapor de sódio e metálico produzidas no Brasil recebem descarte responsável
Por Ricardo Casarin






O Programa Planeta Verde Liteman, criado em agosto de 2011, tem o objetivo de alterar o cenário do País em relação ao descarte incorreto de lâmpadas que contém mercúrio.
O projeto da Liteman busca reciclar lâmpadas de vapor de sódio e metálico existentes no mercado, incluindo produtos de outras marcas. Atualmente, apenas 3% das 15 milhões de unidades produzidas por ano recebem descarte responsável no Brasil.
Segundo a gerente de estratégias comerciais da Liteman, Glaucia Sudan, o programa enfrenta dificuldades iniciais para que as informações cheguem ao cliente final. “Muitas vezes, as revendas podem não informar ao cliente final que aquela lâmpada tem um programa de reciclagem e que o cliente pode devolvê-la sem custo e receber o certificado de destinação responsável. Nós esperávamos que o resultado fosse maior, mas ele ainda não é expressivo”, conta Glaucia.
Glaucia também atribui a dificuldades a falta de uma cultura de reciclagem de lâmpadas no País: “As empresas que tem o ISO 14001 realmente se preocupam, nos procuram e estão envolvidas no processo. Mas em relação as demais empresas, sentimos que não existe um apelo muito forte, ainda não é uma cultura das empresas e dos usuários de lâmpadas de descarga que façam essa devolução voluntariamente”.
A gerente acredita que esse panorama só irá se alterar quando existir uma pressão legal maior sobre as empresas. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos hoje existe como lei, mas não existe uma metodologia aplicável, não existe uma fiscalização e nem multas. Quando existir essa regulamentação, vai ocorrer um aumento de adesão ao processo”, afirma Glaucia.
Fonte: http://www.jornaldainstalacao.com.br/index.php?id_secao=1&noticia=11111