segunda-feira, 27 de abril de 2015

Saiba como usar a eletricidade em casa



Conhecer sistemas elétricos pode evitar aquisição de produtos incorretos ou acidentes

Eletricidade é coisa séria e muitos consumidores enfrentam dúvidas na hora de optar por materiais elétricos, lâmpadas ou equipamentos que funcionam com energia elétrica. 

Voltagem, potência e corrente elétrica são temas comuns no cotidiano de qualquer residência. Mas afinal o que significam esses termos tão interligados e quais os efeitos práticos no dia a dia das pessoas? Gilmar do Nascimento, subgerente de vendas da Santil, explica e dá algumas dicas para tornar a vida do consumidor mais fácil e segura. “Existem dúvidas muito comuns sobre tensão, corrente, resistência, potência elétrica. Diariamente nos deparamos com estas questões por parte de consumidores finais e também de eletricistas e outros profissionais, seja no balcão de nossas lojas ou pelo site ou SAC”, conta Nascimento.

Potência elétrica:  Um dos fatores mais importantes na escolha de um produto elétrico, como um chuveiro, por exemplo, é a potência elétrica, que está diretamente ligada à força do motor do aparelho – e também ao consumo de energia elétrica. A potência é a quantidade de energia que passa por um condutor durante um período de tempo e é dimensionada pela medida Watt (W). Quanto maior a potência, mais rápido, mais quente ou frio torna-se o aparelho, ou maior é a luminosidade de uma lâmpada. No entanto, o consumo de energia eleva-se proporcionalmente. 

Aparelhos com maior potência consomem mais, independentemente se tiverem tensão 127V ou 220V. Pode-se dizer que a potência nominal da lâmpada está ligada ao brilho e à energia que está sendo transformada em cada unidade de tempo. Se utilizada de acordo com as especificações do fabricante, uma lâmpada de 100 W brilha mais e consome mais energia que o mesmo modelo de 50 W, por exemplo. 

Tensão elétrica:  Outra medida muito comum é a tensão elétrica – ou voltagem –, cuja dimensão é Volt (V). A tensão (ou DDP - diferença de potencial) é definida como diferencial de potencial elétrico entre dois pontos, que gera uma corrente elétrica. Vale lembrar que é necessário verificar sempre qual a tensão do aparelho/produto e da tomada onde o mesmo será ligado. Em geral, as tensões residenciais são 127V e 220V. Se um aparelho concebido para receber 127V for ligado numa tomada 220V, ele receberá mais energia do que suporta, e poderá, simplificadamente, ‘queimar’. Do contrário, ele será subutilizado. 

No Brasil se convencionou usar 110V para a alimentação de lâmpadas e tomadas e 220V para equipamentos de alta potência, como ar condicionado, chuveiro e torneira elétrica. Mas ambas as voltagens têm o mesmo desempenho, consumo de energia e grau de periculosidade. A única diferença entre as tensões está relacionada ao dimensionamento dos componentes da instalação elétrica. Os circuitos de 220V permitem a utilização de condutores com seção nominal (bitola) menor em relação aos de 110V (ou 127V). Isso em função da corrente elétrica, que é maior em instalações de 110V.

Fonte: http://www.jornaldogutierrez.com.br/public/uploads/editions/c6b19d9f56b878988af6b4be1ad0ab65.pdf

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mitos, verdades e dicas sobre o consumo de energia da geladeira



Utilizar a energia elétrica com eficiência significa combater o desperdício, consumindo apenas o necessário e preservando os recursos naturais do planeta e garantindo uma boa economia na conta de luz

Mitos, verdades e dicas sobre o consumo de energia da geladeira:

1 - Desligar a geladeira durante a noite de sono não diminui o consumo de energia?
Não. Algumas pessoas acreditam que desligando a geladeira durante a noite da tomada e religando na manhã seguinte reduz o consumo de energia elétrica. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as geladeiras estão no topo da lista dos eletroeletrônicos que mais gastam energia. Mas desligar o equipamento todos os dias pode aumentar o valor da conta de luz e não diminuí-la. 
Isso porque a geladeira opera a uma determinada temperatura. Quando é desligada, para de funcionar e a temperatura interna aumenta. Quando é novamente ligada a energia, o motor opera ainda mais para baixar a temperatura. Ou seja, mantendo a geladeira ligada o tempo todo permite que o motor trabalhe menos para manter o mesmo nível de temperatura.

2- Gelo acumulado no freezer gasta mais energia?
Sim. É importante descongelar regularmente a geladeira e o freezer, evitando que se formem camadas de gelo com mais de meio centímetro de espessura

3- Colocar alimentos quentes na geladeira gasta mais energia?
Sim. A geladeira tem de trabalhar mais para equilibrar a temperatura interna, gastando mais energia

Dicas para economizar: 
- Adquira refrigeradores com o selo PROCEL A, eles economizam energia em relação aos outros. Mesmo que sejam um pouquinho mais caro você certamente economizará no longo prazo.

- Instale o refrigerador em local arejado e protegido do calor do sol e do fogão. A alta temperatura atrapalha as trocas de calor do refrigerador.

- Antes de abrir a geladeira pense no que vai pegar. Geladeira aberta absorve calor do meio e para restabelecer a temperatura gasta-se muita energia.

- Evite forrar as prateleiras e superlotar o eletrodoméstico, isto atrapalha a convecção.

- Não coloque alimentos quentes no refrigerador e lembre-se que líquidos devem ficar tampados.

- Mantenha a borracha de vedação em perfeito estado, caso não esteja troque por uma nova. Em poucos meses você economizará o valor da borracha na conta de luz.

- Não deixe acumular gelo no congelador, o gelo é um bom isolante térmico o que dificulta as trocas de calor. O gelo joga o trabalho do motor fora, é gasto sem retorno!

- Limpe o radiador periodicamente para que a gordura e a poeira que nele se depositam não reduzam a transferência de calor para o ambiente.

- Organize os alimentos de maneira a deixar um pequeno espaço entre eles, isso facilita a convecção.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Verão: Cuidado com os raios!


Com a chegada do verão, aumentam a intensidade das chuvas e os riscos envolvendo a rede elétrica. A alta frequência de queda de raios traz preocupações em dobro para a população. O Programa Casa Segura indica procedimentos e atitudes fundamentais para a segurança pessoal e do imóvel nestas situações.

Queda de raios: Durante a ocorrência de raios, forma-se uma sobretensão – tensão (“voltagem”) acima da normal, que se propaga pela rede elétrica da rua e pode chegar às residências. Neste cenário, a rede que normalmente funciona em 110 ou 220 volts pode receber uma descarga da ordem de milhares de volts (por exemplo, 5 mil volts ou até mais). É esse pico de energia que pode percorrer a rede elétrica do imóvel e queimar os aparelhos que estejam conectados nas tomadas, independente de estarem funcionando ou não.
  • No momento de chuva forte com raios, retire todos os aparelhos da tomada até que a intensidade da chuva diminua.
  • Evite usar o telefone, a TV e a internet por cabo durante a chuva com raios, uma vez que uma descarga elevada pode também percorrer essas fiações.
  • No caso de chuveiro elétrico, evite tomar banho quando houver chuva com raios, pois, caso haja uma sobretensão no circuito elétrico do chuveiro, uma parte da descarga elétrica elevada pode ser transferida para a água, colocando a pessoa em risco de choque elétrico grave. Embora a possibilidade deste tipo de acidente seja remota, não custa nada prevenir.
Um bom Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
  • Os condutores de descida são distribuídos ao longo do perímetro da edificação, de acordo com o nível de proteção, com preferência para as quinas principais.
  • Em edificações acima de 20 metros de altura, os condutores das descidas e dos anéis intermediários horizontais devem ter a mesma bitola dos condutores de captação, devido à presença de descargas laterais.
  • Para minimizar os danos estéticos nas fachadas e no nível dos terraços, pode-se utilizar condutores chatos de cobre.
  • A malha de aterramento deve ser com cabo de cobre nu de 50mm² e instalado na profundidade de 0,5m no solo, interligando todas as descidas.
  • Os eletrodos de aterramento tipo copperweld devem ser de alta camada (254 microns). Os eletrodos de baixa camada não são permitidos.
  • As conexões enterradas devem ser preferencialmente com solda exotérmica. Se forem usados conectores de aperto, instala-se uma caixa de inspeção de solo para proteção e manutenção do conector.
  • As equalizações de potenciais devem ser executadas no nível do solo e a cada 20 metros de altura, onde são interligadas todas as malhas de aterramento, bem como todas as prumadas metálicas, além da própria estrutura da edificação.
  • As tubulações de gás com proteção catódica não podem ser vinculadas diretamente. Neste caso deve-se instalar um DPS tipo centelhador.
  • Lembre-se que o cobre é o melhor condutor de energia e tem papel fundamental na instalação dos para-raios que protegem o seu patrimônio da sua vida.
Mitos e verdades sobre os raios
  • Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar: Quantas vezes já ouvimos isso! Pois saiba que é uma grande bobagem!!! É comprovado que um raio pode cair mais de uma vez no mesmo lugar.
  • Outras crenças populares contribuem para que as pessoas tenham dúvidas sobre este assunto e continuem se arriscando. Uma das mais comuns é a de se achar que estamos protegidos pelo para-raios do vizinho. Grande erro.
  • Há uma confusão ainda maior. Muitos acreditam que os para-raios possam atrair os raios para suas edificações e, por medo, se recusam a instalá-los. Na realidade o para-raios é um caminho seguro para conduzir a energia gerada pelo raio à terra.
  • Mais uma dúvida comum. Os para-raios não protegem os equipamentos eletroeletrônicos. Para isso devem ser usados o aterramento elétrico (fio terra) e supressores de surto. Todo o sistema de aterramento deve ser equipotencializado.
Fonte: http://programacasasegura.org/br/noticias/verao-a-estacao-dos-raios-e-das-chuvas-evite-tragedias/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Férias! Cuidados em dobro com a criançada



Durante as férias escolares, aumenta a permanência das crianças no quarto, em meio a seus games e computadores. A reunião de amigos eleva o número de crianças no espaço confinado. É neste período que os pais devem ter cuidado redobrado com os riscos de acidentes com choques elétricos, aumentando a cautela quanto à instalação elétrica do local.

  • Os pequenos são curiosos e, para eles, o alerta maior é para a proteção das tomadas. No caso de crianças, o grande problema é colocar o dedinho ou um objeto metálico no buraco da tomada, que pode ser fatal, alerta. Recomendação: tampar todas as tomadas não utilizadas com um protetor plástico comum, à venda em qualquer loja elétrica ou home center. Isso é válido, obviamente, desde que a criança não tenha força e habilidade suficientes para tirar o protetor. Para resolver o problema de uma vez por todas, independentemente da criança, deve-se usar tomadas com bloqueadores (obturadores) que já vêm de fábrica. Esse modelo é ainda pouco conhecido e usado no Brasil, mas deveria ser usado sempre por aqueles que têm ou recebem crianças pequenas em casa.
  • Para os filhos maiores, o perigo de choque pode ser maior, pois eles têm acesso fácil aos plugues dos aparelhos, correndo o risco ao colocar ou tirá-los da tomada. Sobretudo nos modelos antigos de tomadas, esse risco era um pouco maior do que no novo padrão de tomadas. É comum a retirada do aparelho da tomada puxando pelo cabo elétrico e não pelo corpo do plugue, o que aumenta o risco de danificar a extremidade do condutor, o qual pode se romper com o tempo, perfurando a isolação do cabo e, então, provocando o choque. Em ambas as situações, deve-se orientar a criança para que insira e retire os plugues das tomadas tocando-os apenas no corpo do plugue e nunca puxando o fio.
  • Outro alerta para os pais é orientar os filhos a não brincar com aparelhos que estão dando choque. Às vezes a criança acha engraçado levar choque de baixa intensidade, que ocorre por defeitos internos nos aparelhos. Isso é muito perigoso e pode ser fatal dependendo do percurso da corrente elétrica pelo corpo.
  • O uso de benjamins (ou tês) deve ser evitado para reduzir a ocorrência de sobrecargas. Fios soltos pelo chão no meio do caminho da criançada podem resultar em danos aos fios e consequentes choques elétricos, além do risco da criança tropeçar, cair e se machucar.
  • Um alerta que vai além da segurança: o controle no consumo de energia. Embora não esteja diretamente relacionado com a segurança, pois isso raramente leva a um incêndio, os pais devem orientar seus filhos a não deixarem os equipamentos ligados na tomada quando não estiverem sendo usados. A maioria dos eletroeletrônicos continua funcionando, mesmo que apenas para manter os LEDs acesos ou os relógios funcionando. Isso significa gasto desnecessário de energia com a consequente emissão de gás carbônico na atmosfera.
  • Outra medida que evita choques e acidentes em qualquer época do ano: o uso do fio terra e do dispositivo DR – este, popularmente conhecido por fazer desligar a energia elétrica. Esses dispositivos, associados ao bom uso dos aparelhos, podem reduzir o consumo de energia, além de evitar possíveis acidentes elétricos domésticos que, em alguns casos, podem ser fatais. Dispositivos do tipo DR protegem a corrente diferencial residual, e isso não acontece quando o fiozinho verde do chuveiro não está ligado na parede e permanece enrolado ao lado do aparelho.
  • Todos os circuitos elétricos, sejam de iluminação, tomadas ou outros equipamentos devem ser protegidos contra choques elétricos. Em particular o DR de alta sensibilidade é especialmente usado em áreas molhadas como banheiro, lavanderia e cozinha e tem como missão desligar automaticamente o circuito no momento em que ocorre uma descarga elétrica para a terra ou pelo corpo das pessoas. Quando você liga o ferro de passar, que consome muita energia, junto a outro equipamento, com o uso de um benjamim, ou T, por exemplo, e a energia cai, isso é sinal de que sua casa está correta, com o disjuntor funcionando perfeitamente. Ele impediu que a sobrecarga de energia provocada pelo mau uso dos dois aparelhos pudesse provocar uma temperatura elevada que, em casos extremos, pode resultar em incêndios.
Além de provocar incêndios, as instalações elétricas mal dimensionadas ou sem a manutenção adequada podem causar queimaduras de até terceiro grau, coagulação do sangue, lesão nos nervos, contrações musculares e reação nervosa de estremecimento (a sensação de choque).
Fonte: http://programacasasegura.org/br/noticias/ferias-cuidados-em-dobro-com-a-criancada/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como é feita a reciclagem de pilhas e baterias

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/pops/como-e-feita-a-reciclagem-de-pilhas-e-baterias-900-info.shtml

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Dimensione corretamente os condutores



Quando devo usar um fio mais grosso e quando posso usar um fio mais fino? Bom, o fio mais grosso é caro, por isto eu uso o mais fino…

Esta é uma dúvida que muitos de vocês devem fazer ao se deparar com uma instalação elétrica nova ou uma reforma da instalação elétrica pela frente, não é mesmo?

Pois bem, vamos tentar elucidar isso. Um condutor de uma determinada seção tem a capacidade de conduzir uma determinada corrente em determinada condição de instalação. Por exemplo, um condutor com seção de 1,5mm2 em PVC, poderá conduzir uma corrente de até 15 amperes, se instalado em um eletroduto embutido com um único circuito, em uma temperatura de até 40 graus Celsius, por um percurso não maior que 20 metros. (estes valores são hipotéticos e servem apenas para exemplificar).

Se nesta mesma condição, instalarmos mais dois circuitos no mesmo eletroduto, a condição vai mudar e o condutor passará a ser capaz de conduzir somente 13 amperes. Isto se dá pela influência de temperatura e dissipação dos demais condutores, ou seja, quando você instala mais dois circuitos no mesmo eletroduto a temperatura ambiente do eletroduto subirá e então o isolamento precisará de mais folga para lidar com isto.

Se ao invés de passar 13 amperes, o circuito passar 15, como na condição anterior, ele poderá esquentar e provavelmente perderá seu isolamento podendo colocar em risco sua instalação iniciando um incêndio.

Este é um dos motivos pelos qual o dimensionamento correto de um condutor deve ser realizado em todas as instalações, pois neste dimensionamento é realizado um estudo de todos os parâmetros necessários para que a seção, ou bitola como é conhecida, seja adequada para a condição e não coloque em risco a instalação elétrica, tão pouco os usuários.

Outro benefício que se tem no dimensionamento correto é em relação à economia de energia elétrica, que é diminuída a medida que o dimensionamento do condutor é correto, e este é um ganho que não podemos deixar de obter certo?

Então ficam as dicas:

•    Não reduza a seção do condutor sem antes contratar um profissional habilitado para elaborar o projeto e definir a seção adequada;
•    Não aumente a corrente que passa por um condutor instalando mais equipamentos na mesma tomada, pois este pode aquecer e iniciar um incêndio;
•    Use, sempre que possível, uma seção maior do que a recomendada, pois assim você estará com sua instalação segura e ainda de quebra economiza energia.

Lembre-se: Um condutor bem dimensionado é garantia de segurança para todos.

Fonte: http://programacasasegura.org/br/artigos/dimensione-corretamente-os-condutores/

Confira as melhores ofertas em condutores elétricos em: 
http://www.santil.com.br/departamento/98946/04/fios-e-cabos





quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Estudantes brasileiros constroem casa de garrafa PET


Uma casa ecologicamente correta, que oferece maior conforto térmico e ainda é mais barata que uma construção tradicional em alvenaria. Esse foi o projeto CASA PET, que rendeu a conquista do 5º Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários 2013 para uma equipe dez alunos da FATEC de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

A ideia, nascida em 2012, começou a ganhar forma quando o grupo de estudantes – monitorados por três professores – se inscreveu e venceu em 2013 a quinta edição do concurso com o projeto da CASA PET. “Fomos premiados e, com isso, ganhamos R$ 30 mil para transformar a proposta em realidade no prazo de um ano. Sem dúvida, um desafio ainda maior”, conta a estudante Adriana Roberta Mendonça.
Com o troféu na mão e o dinheiro na conta, a equipe colocou a mão na massa. Em outubro de 2013, os alunos iniciaram a construção de uma casa de 24m² – incluindo uma sacada – no campus da FATEC de Presidente Prudente, com o uso de 4 mil garrafas PET preenchidas com areia lavada e solo cimento (uma mistura de terra com 10% de cimento), que substituíram os tijolos desde as fundações até o teto. A estrutura da edificação, como as colunas de sustentação, é a mesma de uma residência de alvenaria. “Da maneira como foi feita, a obra fica tão resistente quanto as casas comuns”, explica a professora Camila Pires Cremasco Gabriel, da UNESP de Tupã, uma das coordenadoras do projeto.

Além da reciclagem das embalagens PET, outro grande benefício do projeto implementado pelos alunos da FATEC é a economia. Enquanto uma obra com as mesmas medidas erguida com tijolos gasta 10 sacos de cimento, a CASA PET só precisa de quatro. Contabilizando a mão de obra, material e acabamento (pintura, instalações elétrica e hidráulica) o custo foi de R$ 15 mil, ou seja, 30% a menos do que seria gasto em um projeto igual com uso dos materiais tradicionais.
“O projeto CASA PET é de fundamental importância, pois prova que uma construção ecologicamente correta feita de embalagens PET é uma alternativa econômica viável e que pode ser utilizada por pessoas de baixa renda”, avalia Camila.

As vantagens não param ai. Além da economia, a estimativa é que os cômodos que substituem tijolos por garrafas PET sejam 20% mais frescos. Isso porque as paredes são bem mais espessas: 35 cm de largura, enquanto as convencionais têm, em média, 13 cm. “Com a obra concluída e entregue, o grupo de estudantes começa agora a fase de medições de temperatura dentro da residência, com o objetivo de comprovar esta tese. Esse trabalho deverá ser concluído no segundo semestre de 2015”, completa Camila.
Desde sua criação, o Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários já ajudou a tirar do papel várias ideias inovadoras. Uma delas, por exemplo, é o Projeto Bambu, desenvolvido por alunos da UNESP de Bauru, com o objetivo de capacitar agricultores da cadeia produtiva do bambu a gerarem renda por meio da produção de artesanato. A 6º edição do concurso ocorrerá no primeiro semestre de 2015 para estudantes universitários de todo o país.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/estudantes-brasileiros-constroem-casa-de-garrafa-pet