quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Estudantes brasileiros constroem casa de garrafa PET


Uma casa ecologicamente correta, que oferece maior conforto térmico e ainda é mais barata que uma construção tradicional em alvenaria. Esse foi o projeto CASA PET, que rendeu a conquista do 5º Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários 2013 para uma equipe dez alunos da FATEC de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

A ideia, nascida em 2012, começou a ganhar forma quando o grupo de estudantes – monitorados por três professores – se inscreveu e venceu em 2013 a quinta edição do concurso com o projeto da CASA PET. “Fomos premiados e, com isso, ganhamos R$ 30 mil para transformar a proposta em realidade no prazo de um ano. Sem dúvida, um desafio ainda maior”, conta a estudante Adriana Roberta Mendonça.
Com o troféu na mão e o dinheiro na conta, a equipe colocou a mão na massa. Em outubro de 2013, os alunos iniciaram a construção de uma casa de 24m² – incluindo uma sacada – no campus da FATEC de Presidente Prudente, com o uso de 4 mil garrafas PET preenchidas com areia lavada e solo cimento (uma mistura de terra com 10% de cimento), que substituíram os tijolos desde as fundações até o teto. A estrutura da edificação, como as colunas de sustentação, é a mesma de uma residência de alvenaria. “Da maneira como foi feita, a obra fica tão resistente quanto as casas comuns”, explica a professora Camila Pires Cremasco Gabriel, da UNESP de Tupã, uma das coordenadoras do projeto.

Além da reciclagem das embalagens PET, outro grande benefício do projeto implementado pelos alunos da FATEC é a economia. Enquanto uma obra com as mesmas medidas erguida com tijolos gasta 10 sacos de cimento, a CASA PET só precisa de quatro. Contabilizando a mão de obra, material e acabamento (pintura, instalações elétrica e hidráulica) o custo foi de R$ 15 mil, ou seja, 30% a menos do que seria gasto em um projeto igual com uso dos materiais tradicionais.
“O projeto CASA PET é de fundamental importância, pois prova que uma construção ecologicamente correta feita de embalagens PET é uma alternativa econômica viável e que pode ser utilizada por pessoas de baixa renda”, avalia Camila.

As vantagens não param ai. Além da economia, a estimativa é que os cômodos que substituem tijolos por garrafas PET sejam 20% mais frescos. Isso porque as paredes são bem mais espessas: 35 cm de largura, enquanto as convencionais têm, em média, 13 cm. “Com a obra concluída e entregue, o grupo de estudantes começa agora a fase de medições de temperatura dentro da residência, com o objetivo de comprovar esta tese. Esse trabalho deverá ser concluído no segundo semestre de 2015”, completa Camila.
Desde sua criação, o Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários já ajudou a tirar do papel várias ideias inovadoras. Uma delas, por exemplo, é o Projeto Bambu, desenvolvido por alunos da UNESP de Bauru, com o objetivo de capacitar agricultores da cadeia produtiva do bambu a gerarem renda por meio da produção de artesanato. A 6º edição do concurso ocorrerá no primeiro semestre de 2015 para estudantes universitários de todo o país.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/estudantes-brasileiros-constroem-casa-de-garrafa-pet

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Horário de Verão


A temporada 2014/2015 do horário de verão começou no dia 19 de outubro de 2014 e terminará à zero hora do dia 22 de fevereiro de 2015. Será adotado em dez estados brasileiros e no Distrito Federal, que adiantaram os relógios em uma hora.
O horário de verão tem o objetivo de reduzir o consumo de energia, já que se torna possível aproveitar melhor as horas de sol. As alterações são significativas na economia e afetam também o lado social da população.
Outra vantagem é o aumento da segurança do sistema elétrico e maior flexibilidade para a realização de manutenções, além de redução da pressão sobre o meio ambiente e nas tarifas cobradas pelo serviço. O horário de verão foi aplicado no Brasil pela primeira vez no verão de 1931/1932.
A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol. No fim do ano, há também um aumento na demanda por energia, resultante do calor e do crescimento da produção industrial devido ao Natal.
Mas para que seja eficaz, é importante que cada um faça a sua parte e ajude a preservar este recurso tão fundamental que é a eletricidade. Adote medidas simples e altere um pouco os hábitos de consumo e confira a diferença!
Alterações no relógio biológico
Em condições normais, os diversos ritmos do nosso organismo estão sincronizados entre si, assim como claro/escuro ambiental. Com a mudança de fusos horários, o corpo tende a adaptar seus ritmos ao novo horário, causando uma desordem temporal interna, que após alguns dias tende a ser resolvida.
Durante essa fase, o indivíduo pode experimentar sensações como mal-estar, dificuldade para dormir no horário habitual, sonolência diurna e até mesmo alterações de humor e de hábitos alimentares.
Origens
O Horário de Verão surgiu em 1784 nos Estados Unidos, criado por Benjamin Franklin, antes mesmo de se existir a luz elétrica! Mas sua ideia não sensibilizou o governo americano e o primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial.
No Brasil foi instituído pela primeira em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e voltou a ser aplicado nos dois anos seguintes, retornando apenas dezesseis anos depois (1949), quando mais quatro edições foram realizadas. Nos anos 60 a medida vigorou por cinco anos seguidos (de 1963 a 1968) e desde 1985 vem sendo adotada sem interrupções. Definido pelo governo federal, o horário de verão começa em outubro ou no início de novembro e termina em fevereiro. Neste período, os relógios são adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Fonte: .http://programacasasegura.org/br/economia/horario-de-verao-vamos-economizar/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eletricidade e os cuidados em casa



Com eletricidade não se brinca. Todos os dias estamos sujeitos a levar choques elétricos ou causar acidentes devido ao mau uso da energia elétrica. Para evitar tudo isso, indicamos aqui algumas medidas bem simples, mas que são negligenciadas por grande parte das pessoas. Fique ligado!
  • Quando for trocar uma lâmpada, desligue o disjuntor;
  • Não sobrecarregue as instalações elétricas;
  • Nunca coloque mais de dois aparelhos elétricos em uma só tomada;
  • Evite o uso de “Ts” ou benjamins;
  • Ligue o fio terra em qualquer equipamento elétrico;
  • Use dispositivos de segurança nas tomadas e não deixe aparelhos elétricos ao alcance das crianças;
  • Leia atentamente as instruções do fabricante ao instalar aparelhos elétricos;
  • Feche a água pelo registro antes de mudar a chave seletora quente/frio do chuveiro ou da torneira elétrica;
  • Nunca puxe o fio para desligar um aparelho da tomada;
  • Limpe os eletrodomésticos só depois de retirá-los da tomada;
  • Verifique se os aparelhos elétricos não estão com os fios desencapados;
  • Jamais coloque roupas na parte traseira do seu refrigerador;
  • Não mexa na parte interna de uma TV ou vídeo cassete, mesmo que eles estejam desligados. A carga elétrica fica acumulada em algumas partes do aparelho;
  • Ao usar cortador de gramas elétrico, fique atento ao fio de energia do aparelho para que ele não seja atingido pela hélice;
  • Não permita que seu filho solte pipa ou pandorga próximo às redes elétricas;
  • Cuidado com instalações elétricas em lugares úmidos, como lavanderias, garagens e jardins;
  • Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência queimam com freqüência, os disjuntores desarmam ou as tomadas e os fios estão ficando quentes, chame um eletricista qualificado;
  • Somente pessoas com conhecimento técnico devem executar trabalhos em instalações elétricas.
Fonte: http://programacasasegura.org/br/seguranca/cuidados-em-casa/

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nobel premia inventores do LED azul




Uma invenção que promete revolucionar a forma como o mundo ilumina suas casas e escritórios - e já está ajudando a criar as telas brilhantes de telefones celulares, computadores e TVs - rendeu ontem o prêmio Nobel de Física a dois cientistas japoneses e um americano nascido no Japão.
Ao inventar um novo tipo de diodo emissor de luz (LED), eles superaram um obstáculo crucial à criação de uma luz branca muito mais eficiente do que as lâmpadas incandescentes ou fluorescentes. Agora, LEDs estão por toda parte e especialistas dizem que sua utilização só vai crescer. "As lâmpadas incandescentes iluminaram o séc. XX; o séc. XXI será iluminado por lâmpadas LED", disse a comissão do Nobel ao anunciar o prêmio aos japoneses Isamu Akasaki e Hiroshi Amano, e Shuji Nakamura, naturalizado americano.
Nakamura, 60, é professor na Universidade da Califórnia. Akasaki, 85, é professor na Universidade Meijo e na Universidade Nagoya, no Japão, ao passo que Amano, 54 anos, é também professor na Universidade Nagoya. Akasaki e Amano realizaram suas invenções enquanto trabalhavam em Nagoya, enquanto Nakamura trabalhava independentemente na empresa japonesa Nichia Chemicals.
Em 2005, Nakamura processou a Nichia, numa disputa pelos direitos sobre a descoberta. Inicialmente a empresa havia pago ao cientista aproximadamente US$ 185, mas após acordo na Justiça japonesa, Nakamura recebeu US$ 8 milhões.
Antes, cientistas eram capazes de usar LEDs para produzir luz vermelha e verde. Mas era preciso também um LED azul para compor a luz branca. Os três novos prêmios Nobel criaram LEDs azuis.
Estima-se que a participação de iluminação por LED em casas, escritórios, ruas e indústrias está se aproximando de 10% nos EUA. Dentro de cinco anos, essa fração provavelmente suplantará 30%, à medida que os preços caírem.
A comissão premiadora do Nobel observou que para as pessoas sem acesso a redes de eletricidade, as lâmpadas baseadas em LEDs podem ser viáveis para ser usadas com energia solar barata porque consomem muito pouca energia. A comissão também disse que a eficiência dos LEDs ajuda a economizar os recursos naturais da Terra, porque cerca de um quarto do consumo mundial de eletricidade é utilizado para iluminação.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Cada litro de óleo usado contamina 20 mil litros de água potável”



O refugo que descartamos daquilo que usamos é um dos problemas mais graves enfrentados pela população mundial nos dias de hoje. Os diversos processos de reciclagens disponibilizados, tem ajudado muito, nas melhorias; ambiental e social. Armazenar corretamente e entregar ao coletador credenciado o óleo vegetal que você utiliza na sua cozinha e descarta na pia, além de preservar o meio-ambiente e consequentemente a sua saúde, você exerce um ato de cidadania, contribuindo com o serviço de saneamento básico da sua cidade. E você é recompensado por isso. 

Para evitar que o óleo de cozinha usado seja lançado na rede de esgoto, cidades, instituições e pessoas de todo o mundo têm criado métodos para reciclar o produto. As possibilidades são muitas: produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel. A era do petróleo parece viver seus últimos 50 anos. Se ele continuar sendo usado da forma como é hoje, que aliás vai muito além de fazer asfalto, esse recurso simplesmente irá acabar.

Um indicativo de que esta previsão é correta é o preço dos combustíveis derivados que, como você pode ter reparado com o decorrer dos anos, só aumenta. Para resolver esse problema em particular, Haifang  Wen, professor assistente de Engenharia Civil na Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, parece ter encontrado uma solução brilhante, ele desenvolveu um jeito de usar óleo de cozinha para fazer um novo tipo de asfalto, tão eficiente quanto o que conhecemos hoje. A reutilização excessiva do óleo de cozinha de alimentos por restaurantes produz elementos tóxicos que podem causar doenças degenerativas, cardiovasculares e envelhecimento precoce, segundo o pesquisador Márcio Antônio Mendonça, do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Mendonça analisou o óleo de fritura de quatro restaurantes do Distrito Federal, que servem quatro mil refeições por dia. 

O pesquisador constatou que, o óleo por porção, chegava a apresentar acidez quatro vezes maior que o percentual de 0,3% permitido ao produto quando sai da fábrica. O índice de gordura saturada, acrescentou, também era três vezes maior do que o estabelecido pela lei. “O óleo perde seus constituintes naturais com a reutilização e forma compostos tóxicos, prejudiciais à saúde” afirmou Mendonça.

O consumo de óleo no país é de quinze litros por brasileiro, no ano. O óleo quando vai para a galeria de esgoto funciona como uma cola, aí vai juntando tudo. Um fiozinho de cabelo, fio dental, um pedacinho de plástico, tudo isso fica concentrado, forma-se uma massa e acaba entupindo a rede de esgoto. Todo dia, em pelo menos trinta pontos de São Paulo é feita uma limpeza para retirar o óleo grudado na galeria, "que chega a ficar realmente entupida e isso pode provocar o que se chama de refluxo, ou seja, o esgoto retornar a residência causando incomodo, mau cheiro, etc”, diz Marcelo Morgado, engenheiro químico - Sabesp.

Para ter uma visão geral da galeria de esgoto, muitas vezes os funcionários responsáveis pela limpeza têm que recorrer à tecnologia. Uma câmera, conectada a um cabo de fibra ótica, que capta imagens e possibilitam verificar a concentração de gordura. Por isso, para evitar tanto trabalho e contaminação do solo, dos rios, jamais jogue óleo de fritura na pia, no ralo. “Cada família gera um litro de óleo por mês. Levando em consideração que "cada litro de óleo usado contamina 20 mil litros de água potável”.

O óleo já usado, quando reciclado, pode ter várias destinações: produção de resina para tintas, aditivo de ração para animais, sabão, detergente, glicerina e biodiesel. O biodiesel é uma alternativa de combustível e aditivos derivados de fontes renováveis, que podem ser dendê, soja, óleo de cozinha e mamona. Para a utilização do biodiesel, não é necessário nenhuma mudança nos motores movidos a diesel do petróleo.


Fonte: http://caviann.wix.com/salveasaguas

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Acordos de lâmpadas e embalagens passam por consulta pública




 As minutas de acordos setoriais para a Logística Reversa de lâmpadas e embalagens em geral entraram em consulta pública desde o dia 15 de setembro. O Comitê Orientador para a Implementação da Logística Reversa (CORI) aprovou, em julho, as duas propostas que receberão contribuições da sociedade pela internet. As portarias que lançam as consultas foram publicadas na segunda-feira (08/09) no Diário Oficial da União (DOU). As consultas públicas terão duração de 30 dias e as sugestões, que devem ser identificadas, objetivas e fundamentadas, serão encaminhadas por meio do formulário eletrônico disponível no site do Governo Eletrônico. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ney Maranhão, explica que este é o momento da sociedade contribuir com proposições que aperfeiçoem o texto dos acordos. ”A consulta pública representa uma importante fase que precede a formatação final do acordo a ser celebrado entre o MMA e os responsáveis pela sua implantação, pois permite que a sociedade se manifeste com sugestões e observações destinadas a melhorar algum aspecto do texto”, afirma.   


TEXTO FINAL
As contribuições serão apreciadas por uma equipe técnica do MMA, para verificar, inclusive, se estão em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Depois serão submetidas ao CORI para aprovação final. Após a manifestação do CORI, será fechado o texto final do acordo, seguida da assinatura pelo MMA e todos os setores envolvidos.  O comitê é formado por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda. Seu objetivo é definir as regras para a implantação da logística reversa, que garantirá retorno dos resíduos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reutilizado) à indústria, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. 


PROPOSTAS
Os acordos setoriais preveem responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e propicia que esses materiais, depois de usados, possam ser reaproveitados. Os dois acordos de embalagens e lâmpadas foram aprovados após negociações com representantes dos setores, desde a elaboração do edital de convocação em 2012. Eles são válidos por dois anos contados a partir da sua assinatura. Ao final desse período, deverão ser revisados a fim de incorporar os ajustes que se fizerem necessários para o seu bom funcionamento e a sua ampliação para o restante do País. A minuta da proposta de acordo das lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, é uma versão consolidada de duas propostas inicialmente apresentadas que foram unificadas e adequadas aos termos do edital. No caso das embalagens em geral (vale lembrar que para as embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes já existem acordos específicos), a minuta da proposta de acordo é assinada por 20 entidades representativas de comerciantes e fabricantes, além da participação dos catadores de material reciclável. De acordo com a PNRS, logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação. A lei dedicou especial atenção ao tema e definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.


Fonte: http://www.sincoeletrico.com.br/pag/abrir/14/2326

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Novo método transforma sacolas plásticas em material valioso



Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, encontraram uma forma de transformar sacolas plásticas usadas em um material altamente valioso. A proposta seria uma opção para reaproveitar esse resíduo que permanece na natureza durante anos.
A ideia consiste em produzir nanotubos de carbono a partir dos sacos plásticos. Os nanotubos são pequenos cilindros de átomos de carbono com o diâmetro dez mil vezes menor do que o de um fio de cabelo. Este material é altamente resistente, sendo cem vezes mais forte que o aço e seis vezes mais leve.
Os nanotubos de carbono são usados em diversas áreas industriais, como a criação de equipamentos eletrônicos, esportivos, baterias de longa duração, dispositivos de detecção, turbinas eólicas, entre outras áreas da pesquisa e desenvolvimento. No entanto, os processos tradicionais de fabricação são altamente complexos, o que faz com que a produção seja muito pequena.
A pesquisa australiana tende a modificar este setor. “Em nosso laboratório nós desenvolvemos um método novo e simplificado de fabricação com dimensões e formas controláveis, usado um produto de resíduos como fonte de carbono”, explicou o professor Dusan Losic, um dos coordenadores da pesquisa, ao Science Daily.
A ideia partiu de uma estudante de doutorado e surge como uma solução econômica e ambiental para um problema grave, que é a poluição gerada pelas sacolas plásticas. “Inicialmente era utilizado o etanol para produzir nanotubos de carbono. Mas, meu aluno, Tariq Altalhi, tinha a ideia de que qualquer fonte de carbono deveria ser utilizável”, esclareceu o professor.
O processo que utiliza os resíduos plásticos como matéria-prima é muito mais simples que o modelo atual, o que deve baratear e tornar a produção mais eficiente. Além disso, o sistema é catalisador e solvente, isso significa que os resíduos de plástico podem ser utilizados sem gerar compostos tóxicos. 

Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia/novo-metodo-transforma-sacolas-plasticas-em-material-valioso